IMPACIÊNCIA

Paciência

Não há pressa na poesia. Não pode haver.
É preciso paciência. Não se faz poesia no metrô.
Ela requer calma. Dedos de artesão no mar.

(José Rocha, livro “O verbo por quem sofre de verborragia”)

E agora, José?
Não há tempo para paciência!
Uma criança morre de fome a cada 3 segundos!
Escrevo poemas sem nem poder respirar fundo
mas escrevo (com sangue) poemas
com a força de minha impaciência
para com a ciência
sistematizando metodicamente até
como fazer poemas, José.

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