Mais um início de romance

Foi durante uma longa meditação de meia-hora, onde eu quase não meditei, se meditar é relaxar e tentar não pensar em nada. Foi estranhamente impossível meditar, com pensamentos desconexos pululando o tempo todo. A conta da luz a pagar, o feriado se aproximando e a possibilidade do amigo vir para o Rio de Janeiro, pedaços de poemas que perdi no dia anterior por não parar para escrever assim que surgiram, ligar para a namorada após a meditação não realizada, ligar o rádio, tomar banho, ir para o trabalho…
Foi no meio desse silêncio caótico e cheio de palavras que me surgiu Daniela. Primeiro a palavra, depois a dispersa imagem de alguém inventado. De alguém que nunca foi. De alguém que, no entanto, é… A soma de todas as mulheres que a mim vieram como “não”. Como impossibilidades tentadas ou não tentadas. Daniela sorriu na sua não existência e desisti de meditar.

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